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    PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM DOENÇA DE HODGKIN NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

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    Objetivos: O objetivo deste trabalho é descrever o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com Doença de Hodgkin (DH), no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos. Dados de base populacional são relevantes para entendimento do perfil epidemiológico dessas doenças, para elaboração de intervenções de saúde direcionadas. Material e métodos: Estudo ecológico, realizado em maio de 2024, utilizando dados públicos referentes aos diagnósticos de DH no estado do Rio de Janeiro, por local de residência, entre os anos de 2014 a 2023. Os dados públicos foram obtidos do Painel de Oncologia Brasil do Sistema Único de Saúde (SUS), e as variáveis selecionadas foram: sexo, faixa etária, ano do diagnóstico, residência no estado do Rio de Janeiro, e casos. Não foi necessária a submissão ao Comite de Ética e Pesquisa pois são dados de acesso público. O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculos realizados. Resultados: : Ao todo foram 1367 casos diagnosticados de DH no estado do Rio de Janeiro entre os anos de 2014 a 2023. De 2014 a 2023, foram registrados, respectivamente: 112 (8,2%), 124 (9,1%), 138 (10,1%), 160 (11,7%), 140 (10,2%), 145 (10,6%), 137 (10,0%), 159 (11,6%), 129 (9,4%), 123 (9,0%), casos no estado do Rio de Janeiro, sendo 2017 e 2021 os anos com maior número de casos registrados. Quanto ao sexo, 721 (52,7%) dos casos foram no sexo masculino, e 646 (47,3%) no sexo feminino. Quanto a faixa etária, a com maior número de casos foi a de 0 a 19 anos, e a com menor número foi a de 80 anos ou mais. A faixa etária com mais casos no sexo masculino foi a de 0 a 19 anos (18,2%), e no sexo feminino foi entre 25 a 29 anos (16,9%). Discussão: A DH é um tipo de linfoma maligno que se origina nas células do sistema linfático, caracterizada pela presença de células anormais chamadas células de Reed-Sternberg, e representa aproximadamente 0,5% de todos os casos de câncer. Segundo a literatura, sua incidência é ligeiramente maior em homens do que em mulheres, corroborando com os resultados encontrados neste trabalho. Quanto à faixa etária, a literatura descreve dois picos de incidência: o primeiro na adolescência e no início da idade adulta (entre 15 e 35 anos), e o segundo em pessoas com mais de 55 anos. Os dados deste estudo corroboram com o descrito, com 51,2% dos diagnósticos em pessoas entre 15 e 35 anos, com queda no número de casos com o avançar da faixa etária, com um novo aumento entre 50 a 54 anos, e nova queda até 80 anos ou mais. Cabe ressaltar que o Painel de Oncologia Brasil do SUS não dispõe nos registros dados referentes ao tipo de DH, estadiamento, e às comorbidades e outros dados referentes aos pacientes. Conclusão: Observou-se que a maioria dos casos diagnosticados de DH foram no sexo masculino, e na faixa etária de 15 a 35 anos, com um novo aumento entre 50 a 54 anos. Os dados encontrados corroboram com a literatura, e reforçam a necessidade de estratégias de saúde pública direcionadas para perfil epidemiológico mais acometido pela DH no estado do Rio de Janeiro. Trabalhos com outros desenhos de estudo são necessários para uma avaliação mais detalhada acerca do perfil epidemiológico da DH, levando em conta o tipo de DH, visto que cada tipo possui características distintas

    PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM MIELOMA MÚLTIPLO OU OUTRAS NEOPLASIAS MALIGNAS DE PLASMÓCITOS NA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

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    Objetivos: O objetivo deste trabalho é descrever o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com mieloma múltiplo (MM) ou outras neoplasias malignas de plasmócitos, na região Sudeste do Brasil nos últimos 10 anos. Dados de base populacional são relevantes para entendimento do perfil epidemiológico dessas doenças, para elaboração de intervenções de saúde direcionadas. Material e métodos: Estudo ecológico, realizado em maio de 2024, utilizando dados públicos referentes aos diagnósticos de MM e outras neoplasias malignas de plasmócitos na região Sudeste do Brasil, por local de residência, entre os anos de 2014 a 2023. Os dados públicos foram obtidos do Painel de Oncologia Brasil do Sistema Único de Saúde (SUS), e as variáveis selecionadas foram: sexo, faixa etária, diagnóstico detalhado, e residência na região Sudeste. Não foi necessária a submissão ao Comite de Ética e Pesquisa pois são dados de acesso publico. O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculos realizados. Resultados: Ao todo foram 15614 casos diagnosticados de MM ou outras neoplasias malignas de plasmócitos entre 2014 e 2023 na região Sudeste do Brasil, sendo 8158 (52,3%) no sexo masculino, e 7456 (47,7%) no sexo feminino. A faixa etária com mais casos no sexo masculino foi a de 60 a 64 anos (16,4%), e no sexo feminino foi entre 65 a 69 anos (17,6%). De 2014 a 2023, foram registrados, respectivamente: 1133 (7,1%), 1161 (7,4%), 1144 (7,3%), 1195 (7,7%), 1391 (8,9%), 1655 (10,6%), 1606 (10,3%), 1847 (11,8%), 2480 (15,9%), 2002 (12,8%), casos na região Sudeste, sendo 2022 o ano com maior número de casos registrados em ambos os sexos. De 2014 a 2017, a faixa etária com maior número de casos foi de 60 a 64 anos, porém, exceto por 2020, nos anos seguintes a faixa etária com maior número de casos foi a de 65 a 69 anos. Exceto em 2016, 2020 e 2021, foi observado aumento no número de casos em todos os anos estudados. Discussão: As neoplasias malignas de plasmócitos são doenças hematológicas caracterizadas pela proliferação descontrolada e malignização das células plasmáticas. Além do MM, outras neoplasias malignas de plasmócitos incluem o linfoma de células plasmáticas e a Doença de Waldenström. O MM é responsável por cerca de 10% das malignidades hematológicas. Segundo a literatura, homens são mais afetados do que mulheres, o que corrobora com os dados encontrados neste trabalho. Quanto à idade do diagnóstico, dados do ano de 2022 do Observatório de Oncologia apontaram uma mediana de 63 anos no Brasil, já neste trabalho, a mediana foi entre 65 a 69 anos. Cabe ressaltar que o Painel de Oncologia Brasil do SUS não separa o MM de outras neoplasias malignas de plasmócitos, o que pode ter influenciado nesses resultados. Conclusão: Observou-se aumento no número de casos diagnosticados de MM ou outras neoplasias malignas de plasmócitos na região Sudeste do Brasil na maioria dos anos estudados, sendo o ano de 2022 com maior número de casos diagnosticados, predominantemente no sexo masculino. Quanto à faixa etária, a com maior número de casos foi em pacientes de 60 a 64 anos até 2017, com uma tendência a mudança para 65 a 69 anos nos anos seguintes. Os dados encontrados corroboram com a literatura, e reforçam a necessidade de estratégias de saúde pública direcionadas para perfil epidemiológico mais acometido pelo MM e outras neoplasias malignas de plasmócitos na região Sudeste do Brasil

    PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS LINFOMAS DE CÉLULAS T CUTÂNEAS E PERIFÉRICAS NO BRASIL NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

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    Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com linfomas de células T cutâneas e periféricas no Brasil nos últimos 10 anos. Relevância: Dados de base populacional são relevantes para entendimento do perfil epidemiológico dessas doenças, para elaboração de intervenções de saúde direcionadas. Material e métodos: Estudo ecológico realizado em maio de 2024 utilizando dados públicos referentes aos diagnósticos de linfomas de células T cutâneas e periféricas no Brasil entre os anos de 2014 a 2023. Os dados públicos foram obtidos do Painel de Oncologia Brasil e as variáveis selecionadas foram: sexo, faixa etária e casos. Não foi necessária a submissão ao Comite de Ética e Pesquisa pois são dados de acesso público. O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculos realizados. Resultados: Foram diagnosticados 5145 casos de linfomas de células T cutâneas e periférica de 2014 a 2023 no Brasil, sendo 2840 (55.2%) do sexo masculino e 2305 (44.8%) do sexo feminino. Em relação à faixa etária, o maior número de casos foi registrado entre 55 e 64 anos, representando 21.8% (1124 casos), e o menor foi de 0 a 24 anos com 8.7% (450 casos). Entre os pacientes do sexo masculinos e feminino, observou-se o mesmo padrão nessas faixas etárias. Discussão: Os linfomas de células T cutâneas e periféricas são tipos de cânceres que afetam o sistema linfático e são originados das células T, um tipo de célula do sistema imunológico, sendo classificados com base em sua localização primária e características celulares. O padrão de predominância do sexo masculino em relação ao feminino observado no estudo é consistente com estudos internacionais, que frequentemente mostram uma maior incidência de linfomas de células T em homens. Os dados também sugerem que linfomas de células T cutâneas e periféricas têm uma prevalência mais elevada em indivíduos de meia-idade a idosos. Isso pode estar relacionado ao fato de que parte considerável de neoplasias malignas tende a se manifestar em adultos, possivelmente devido a fatores cumulativos de exposição a carcinógenos, alterações genéticas e processos de envelhecimento imunológico. É interessante observar que o padrão de prevalência por faixa etária é consistente entre os sexos, o que pode indicar que os fatores de risco para essas condições não variam significativamente entre homens e mulheres. No entanto, a diferença observada na distribuição por sexo sugere que pode haver fatores biológicos ou ambientais específicos que contribuem para uma maior incidência em homens. Conclusão: O perfil epidemiológico dos linfomas de células T cutâneas e periféricas no Brasil entre 2014 e 2023 revela uma prevalência maior em homens e em faixas etárias mais avançadas, com um pico de casos na faixa etária de 55 a 64 anos. Esses achados são coerentes com a literatura existente e fornecem dados valiosos para a formulação de políticas de saúde pública e estratégias de intervenção direcionadas. A identificação de padrões de prevalência pode auxiliar na alocação de recursos e no desenvolvimento de programas de conscientização e triagem específicos para grupos de risco. No entanto, estudos adicionais são necessários para compreender melhor os fatores subjacentes ao aumento da incidência e para explorar possíveis diferenças regionais e temporais na prevalência desses linfomas

    TEMPO ENTRE O DIAGNÓSTICO E O INÍCIO DO TRATAMENTO DOS PACIENTES COM LINFOMA NÃO HODGKIN DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

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    Objetivos: O objetivo deste trabalho é descrever o intervalo de tempo, entre a data do exame diagnostico e a data do primeiro tratamento do paciente com linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B (LNHDGB), no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos, visto que o tempo entre as duas situações influencia no estadiamento do paciente, no prognóstico e na mortalidade, principalmente em usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Material e métodos: Estudo ecológico, realizado em maio de 2024, utilizando dados públicos referentes ao tempo entre o exame diagnóstico e o tratamento dos pacientes com LNHDGB no estado do Rio de Janeiro, por local de residência, entre os anos de 2014 a 2023. Os dados públicos foram obtidos do Painel de Oncologia Brasil do SUS, e as variáveis selecionadas foram: tempo de tratamento (detalhado), residência no estado do Rio de Janeiro, e casos. Não foi necessária a submissão ao Comite de Ética e Pesquisa pois são dados de acesso público. O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculos realizados . Resultados: Ao todo foram 2.716 casos diagnosticados de LNHDGB entre 2014 e 2023 no estado do Rio de Janeiro, em que 3 casos (0,1%) foram registrados com o início do tratamento antes de 30 dias da data do exame diagnóstico, 206 (7,6%) iniciaram o tratamento na mesma data do exame diagnóstico, 420 (15,5%) de 1 a 10 dias após a data do exame diagnóstico, 620 (22,8%) entre 11 a 30 dias, 542 (20,0%) entre 31 a 60 dias, 274 (10,1%) entre 61 a 90 dias, 141 (5,2%) entre 91 dias a 120 dias, 246 (9,1%) entre 4 a 10 meses, 31 (1,1%) entre 10 meses a 1 ano, 74 (2,7%) entre 1 a 2 anos, 45 (1,7%) mais de 2 anos e em 114 casos (4,2%) não foram registrados essa informação. Discussão: Os linfomas representam um grupo de neoplasias que se desenvolvem a partir de clones linfoides podendo ser derivados de células B, T e natural killer. São classificados como linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin, o qual apresenta como um dos seus subtipos o LNHDGB, que é o tipo mais comum. O prognóstico do LNHDGB depende da extensão da doença no momento do diagnóstico, do tempo entre o diagnóstico e o tratamento, e da resposta ao tratamento, que costuma ser a quimioterapia com o protocolo CHOP (ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona) combinado com o anticorpo monoclonal anti-CD20, rituximabe. Quanto ao tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento, observa-se que a maioria dos casos apresenta um intervalo de até 10 dias. Cabe ressaltar que o Painel de Oncologia Brasil do SUS não dispõe nos registros dados referentes às características do linfoma e sua extensão, e às comorbidades e outros dados referentes aos pacientes, que podem influenciar no início do tratamento. Conclusão: Observou-se que, o intervalo de tempo, entre a data do exame diagnostico e a data do primeiro tratamento dos pacientes com LNHDGB, no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos, foi em até 10 dias em 23,2% dos casos, porém, em 52,9% esse tempo foi de 10 a 90 dias. Esses dados reforçam a necessidade de estratégias de saúde pública direcionadas para reduzir o tempo do início do tratamento, que é uma variável fundamental no prognóstico desses pacientes. Trabalhos com outros desenhos de estudo são necessários para esclarecer melhor as causas que levaram aos intervalos de tempo observados para o início do tratamento dos pacientes com LNHDGB no estado do Rio de Janeiro

    PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS NA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

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    Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com síndromes mielodisplásicas (SMD) na região Sudeste do Brasil nos últimos 10 anos. Material e métodos: Estudo ecológico realizado em maio de 2024 utilizando dados públicos referentes aos diagnósticos de SMD na região Sudeste do Brasil, por local de residência, entre os anos de 2014 a 2023. Os dados públicos foram obtidos do Painel de Oncologia Brasil e as variáveis selecionadas foram: sexo, faixa etária, ano do diagnóstico, e residência na região Sudeste. Não foi necessária a submissão ao Comite de Ética e Pesquisa pois são dados de acesso público, relevantes para entendimento do perfil epidemiológico de doenças e elaboração de intervenções de saúde direcionadas. O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculos realizados. Resultados: Foram diagnosticados 4.095 casos de SMD entre 2014 e 2023 na região Sudeste do Brasil, com aumento importante no número de casos diagnosticados a partir de 2019 em relação aos anos anteriores. De 2014 a 2023 foram registrados, respectivamente: 237 (5,8%), 208 (5,1%), 226 (5,5%), 242 (5,9%), 354 (8,6%), 612 (14,9%), 496 (12,1%), 491 (12,0%), 574 (14,0%), 655 (16,0%) casos na região Sudeste, sendo 2023 os ano com maior número. Quanto ao sexo, 48,9% dos casos foram no sexo masculino e 51,1% no feminino. A faixa etária com mais casos em ambos os sexos foi a de 80 anos ou mais (15,6%). Discussão: As SMD são um grupo heterogêneo de neoplasias hematológicas caracterizadas por uma displasia das células hematopoiéticas na medula óssea, levando a uma produção inadequada e disfuncional das células sanguíneas. Segundo a literatura, as SMD são ligeiramente mais comuns em homens do que em mulheres, diferentemente dos resultados encontrados neste estudo, no qual o predomínio entre os sexos variou ao longo dos anos, porém, no total dos anos estudados, a maioria dos casos foi no sexo feminino. Também é descrito que a taxa de incidência tende a aumentar com a idade, sendo significativamente mais alta em populações acima de 60 anos, corroborando os dados encontrados neste trabalho, no qual as faixas etárias com maior número de casos foi de 80 anos ou mais, seguida de 70 a 74 anos. Cabe ressaltar que o Painel de Oncologia Brasil não dispõe nos registros dados referentes à classificação das SMD e às comorbidades e outros dados referentes aos pacientes. Conclusão: Observou-se um aumento importante nos diagnósticos de SMD no Brasil nos últimos anos, principalmente a partir de 2019. Uma hipótese para esse aumento é a melhora das técnicas diagnósticas nesta área, sendo possível diagnosticar casos que anteriormente ficavam sem diagnóstico claro, associada ao aumento da expectativa de vida da população – já que é uma doença que acomete indivíduos mais velhos. Em relação ao sexo, a maioria dos casos foram no sexo feminino, diferente do descrito pela literatura. Já quanto à faixa etária, foi predominante em pacientes com 80 anos ou mais, o que corrobora com os dados da literatura. Esses dados reforçam a necessidade de estratégias de saúde pública direcionadas para perfil epidemiológico mais acometido pelas SMD no Brasil. Trabalhos com outros desenhos de estudo são necessários para uma avaliação mais detalhada acerca do perfil epidemiológico das SMD levando em conta sua classificação, visto que cada tipo possui características distintas
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