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Intoxicação por Baccharis megapotamica var. weiriiem ovinos
As intoxicações por Baccharis coridifolia afetam especialmente animais de fazenda famintos ou curiosos e que não haviam tido contato prévio com a planta. B. coridifolia ocorre usualmente em terrenos secos de coxilhas no Rio Grande do Sul e estados ou países vizinhos. Uma forma indistinguível e esporádica da doença tem sido associada com a ingestão de Baccharis megapotamica que ocorre em áreas úmidas. Relata-se a intoxicação natural de quatro cordeiros após ingestão de Baccharis megapotamica var. weirii. A doença foi observada em uma propriedade localizada em Barra do Ribeiro, Rio Grande do Sul. O rebanho era composto por 220 ovinos, os quais eram mantidos em área de pastagem nativa sem qualquer suplementação. Uma rápida doença clínica caracterizada por anorexia, cólica, diarréia e desidratação causou a morte de três cordeiros em um período de 8 a 24 horas, o outro foi encontrado morto. A necropsia revelou alterações significativas no rúmen, no qual havia edema de serosa e hemorragias equimóticas na submucosa. Microscopicamente, o rúmen apresentou edema de submucosa, além de edema, tumefação, vacuolização e necrose de mucosa. O diagnóstico foi fundamentado nos achados clínicos, patológicos e epidemiológicos.Spontaneous poisoning of livestock by Baccharis coridifolia affects mostly hungry or curious animals that have not entered in contact with the plant previously. The plant occurs usually in dried hilly soils of Rio Grande do Sul and neighboring states or countries. An indistinguishable and sporadic form of the disease has been associated with the ingestion of Baccharis megapotamica, a species occurring in moist areas. This communication reports the spontaneous poisoning of four lambs after ingestion of B. megapotamica var. weirii. Clinical signs were observed in three lambs, the other was found dead. A rapid clinical disease characterized by anorexia, colic, dehydration, and diarrhea resulted in death after 8-24 hours. Necropsy revealed significant changes in the rumen, in which serosal edema, and submucosal echimotic hemorrhages were observed. Microscopically, the rumen showed submucosal edema and mucosal tumefaction, vacuolization, and necrosis. Diagnosis was based on clinical, pathological and epidemiological findings
Raiva em bovinos na Região Sul do Rio Grande do Sul: epidemiologia e diagnóstico imuno-histoquímico
Foi realizado um estudo retrospectivo de casos de raiva paralítica em bovinos na área de influência do Laboratório Regional de Diagnóstico (LRD) da Faculdade de Veterinária, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), ocorridos em 1978-2007. Foram estudados também 11 surtos de raiva observados em 2008-2010, na mesma região. Neste período morreram 42 animais de um total de 686 sob risco. A idade dos animais foi de 1-6 anos e o curso clínico de 4-14 dias. No estudo retrospectivo de 1978-2007 foram identificados 77 surtos ou casos isolados de raiva paralítica em bovinos. A morbidade em todos os surtos diagnosticados em 1978-2010 variou de 0,37% a 20%. Vinte e quatro casos ocorreram no outono, sete na primavera, 14 no verão e 16 no inverno. O diagnóstico foi realizado pela epidemiologia, sinais clínicos e lesões histológicas observadas. No estudo dos casos de raiva paralítica em bovinos ocorridos a partir de 2008, o diagnóstico foi confirmado pela técnica de imuno-histoquímica utilizando anticorpo policlonal anti-virus rábico. Em dois destes casos não foi observada meningoencefalite não-supurativa, porém a imuno-histoquímica demonstrou a presença do antígeno viral. Esta técnica é uma importante ferramenta para o diagnóstico de raiva, devendo ser utilizada em todos os casos suspeitos nos quais não se evidenciam lesões de encefalite
Padronização da técnica de imuno-histoquímica para raiva em amostras de tecido do sistema nervoso central de bovinos fixadas em formol e emblocadas em parafina
Perfil das amostras do sistema nervoso central de bovinos com síndrome neurológica e diagnóstico da raiva bovina no serviço de defesa sanitária de Minas Gerais, 2003-2010
Intoxicações por plantas e micotoxinas associadas a plantas em bovinos no Rio Grande do Sul: 461 casos
Poisoning in cattle by Baccharidastrum triplinervium (Asteraceae) | Intoxicação por Baccharidastrum triplinervium (Asteraceae) em bovinos
É descrito um surto de intoxicação por Baccharidastrum triplinervium em bovinos do Paraná, Brasil. A doença ocorreu no início do verão, durante um período de forte estiagem. Os sinais clínicos iniciaram dois dias após a introdução de 50 vacas e 8 novilhas em uma pastagem com alta densidade de B. triplinervium, que apresentava sinais de ter sido consumido pelos animais. Adoeceram 15 bovinos (9 vacas e 6 novilhas). Desses, morreram duas vacas e quatro novilhas após um curso clínico de 12 a 60 horas. O quadro clínico incluía prostração, atonia ruminal, timpanismo moderado, desidratação acentuada, diarréia e anorexia. Os animais ficavam inquietos, se deitavam e se levantavam constantemente, permanecendo cada vez mais tempo deitados em decúbito esternal. Uma vez nessa posição, manifestavam gemidos e mantinham a cabeça estendida ou voltada para o flanco. Adicionalmente, observou-se nas vacas queda abrupta da produção de leite. Os demais bovinos afetados apresentaram sinais clínicos mais leves, voltando a ingerir um pouco de alimento já no dia seguinte ao aparecimento dos sinais clínicos; a produção de leite voltou aos níveis normais uma semana após. As principais lesões macroscópicas, em dois animais necropsiados, foram observadas principalmente nos compartimentos gástricos. Consistiam de edema da parede do rúmen, e de avermelhamento difuso da mucosa do rúmen, do retículo, do abomaso e de algumas folhas do omaso. Histologicamente, as lesões mais importantes incluíam degeneração balonosa e necrose multifocal com infiltrado neutrofílico discreto no epitélio de revestimento do rúmen. O diagnóstico foi baseado em dados epidemiológicos e na reprodução experimental com as partes aéreas superiores (20 e 30g/kg) de B. triplinervium em três bovinos. A análise química de material seco de B. triplinervium, colhido no local do surto, foi negativa para tricotecenos macrocíclicos.An outbreak of poisoning by Baccharidastrum triplinervium in cattle from Paraná, Brazil, is described. The disease occurred during a severe drought in early summer. The onset of clinical signs was two days after 50 cows and 8 heifers had been introduced into a pasture with high density of B. triplinervium that showed signs of having been consumed by the animals. Fifteen animals (9 cows and 6 heifers) got sick. Of these 15, two cows and four heifers died after a clinical course of 12-60 hours. Clinical signs included depression, ruminal atony, moderate bloat, marked dehydration, mild diarrhea and anorexia. The animals were restless, laying down and getting up constantly, remaining progressively longer periods in sternal recumbency. Once in that position, the animals had an extended head or the head turned to one of the sides of the body, and were groaning. Additionally, the cows had an abrupt fall in milk yield. The remaining affected cattle presented milder clinical signs and were partially back to their feed on the day following the onset of the clinical signs. The milk production was back to normal values within one week. The main gross lesions observed in two necropsied cows were in the forestomachs and abomasum, consisting of edema of the ruminal wall, as well as of diffuse reddening of the mucosae of the rumen, reticulum, abomasum and of some of the omasal folds. The main histological lesions included multifocal ballooning degeneration and necrosis of the lining epithelium of the rumen, associated with neutrophilic infiltrate. The diagnosis was based on the epidemiological data and on the experimental reproduction of the disease by force-feeding 3 bovine with the aeral fresh parts (20 and 30g/kg) of B. triplinervium. Chemical analysis of dried material from B. triplinervium harvested at the site of the outbreak was negative for macrocyclic trichothecenes
Vascular-associated lymphoid tissue in swine (Sus scrofa)
Focal accumulations of mononuclear cells in the arterial wall of healthy humans at predilection sites for atherosclerotic lesions have been described as ‘vascular-associated lymphoid tissue’ (VALT). Here we investigated whether pigs (Sus scrofa), a commonly used animal model for studying cardiovascular disease, have VALT. Samples of major arteries were collected from 10 conventional crossbred pigs (age, 2 to 24 mo) and processed for routine light microscopy, immunohistochemistry, and immunofluorescence. Single or small aggregates of mononuclear cells were noted in the intima and occasionally the inner portion of the tunica media and adventitia at branching sites. The infiltrating cells were primarily CD3(+)CD4(+) T cells, with some macrophages. No CD8(+) T cells were present. Infiltrating leukocytes and overlying endothelial cells frequently expressed major histocompatibility class II molecules. Two Ossabaw pigs on low-fat diet had similar leukocytic aggregates at locations where animals of the same breed but fed a high-fat and high-cholesterol diet developed atherosclerotic lesions. Further, the densities of CD3(+) T lymphocytes and in these areas were decreased in 2 sedentary and 2 exercised Ossabaw pigs on an atherogenic diet compared with conventional crossbred and Ossabaw pigs on a normal diet. This study shows that focal aggregates of lymphocytes occur in the vasculature of pigs at locations predisposed to development of atherosclerotic lesions. These cellular aggregates are similar to the structures described as VALT in human arteries and reinforce the value of the pig as a model for the study of human cardiovascular disease
